Digitar o nome de um filme letra por letra com as setas do controle é um pequeno teste de paciência. O controle remoto por voz promete acabar com isso: você aperta um botão, fala o que quer e a TV procura. Mas ele não resolve tudo e levanta uma pergunta justa sobre o que acontece com a sua voz depois do pedido.

O QUE VALE LEVAR DAQUI

O controle remoto por voz ajuda a pesquisar títulos, abrir aplicativos e controlar a reprodução sem digitar, mas alguns comandos só funcionam em certos apps. Pelas documentações dos fabricantes, o áudio vai para a nuvem depois da ativação por botão ou palavra, e dá para revisar, excluir ou limitar o que fica salvo na conta.

01

Como o comando de voz funciona na TV

Na ajuda do Google TV, o funcionamento é direto: no controle remoto, você pressiona o botão do Google Assistente e faz uma pergunta ou dá um comando, falando no microfone do próprio controle. Com o controle remoto por voz do Google TV Streamer, a documentação informa que não é preciso dizer “Ok Google” antes do pedido. Em alguns aparelhos com Android TV, por outro lado, dá para ativar o assistente só pela voz, sem o controle.

O idioma é um ponto a conferir. Nos dispositivos com Google TV, o Google lista o português do Brasil entre os idiomas do assistente. Em qualquer marca, veja na documentação do modelo quais idiomas e quais recursos de voz estão disponíveis no Brasil.

02

Onde ele ajuda de verdade

Os exemplos da própria ajuda do Google TV mostram o uso mais comum: abrir um aplicativo, pesquisar por gênero (“encontre filmes de ficção científica”), pausar, parar, aumentar ou abaixar o volume. Para quem tem dificuldade com o teclado na tela, ou para quem sempre esquece em qual aplicativo está aquela novela, isso economiza tempo.

Há limites. Na ajuda do Chromecast e do Google TV Streamer, o Google avisa que pausar, retomar e parar só funcionam em alguns aplicativos, e que o comando de voltar alguns minutos, em inglês, só existe nos Estados Unidos e em alguns apps. Nesses aparelhos, dá para escolher quais aplicativos a voz pode pesquisar, em Todas as configurações, Privacidade, Google Assistente, Apps pesquisáveis; em outros, o caminho pode mudar. E, se o comando não funcionar, a orientação é usar o teclado.

A voz encurta o caminho até o filme, mas não substitui conhecer o seu controle.

03

Controle remoto por voz e privacidade

É natural perguntar se o controle fica ouvindo a sala. O Google e a Amazon explicam o funcionamento dos seus assistentes em páginas de privacidade, e vale ler a do aparelho que você tem.

No controle com botão, o microfone abre quando você pressiona o botão do assistente. Para quem usa a palavra de ativação, a página de privacidade do Google, escrita para alto-falantes e telas inteligentes, informa que o assistente fica em modo de espera até detectar uma ativação, processando trechos curtos de áudio de alguns segundos. Se nenhuma ativação é detectada, esses trechos não são salvos nem enviados. Depois da ativação, o pedido vai para os servidores do Google. Ativações por engano podem acontecer, por exemplo quando um ruído soa parecido com “Ok Google”. Por padrão, o Google diz não reter as gravações de áudio nos servidores; você pode escolher salvá-las. As interações podem ser vistas e excluídas em “Minha atividade”, com opção de exclusão automática. A mesma página informa que funcionários do Google e terceiros confiáveis podem acessar o histórico de conversas, de acordo com a política de privacidade da empresa.

A Amazon, numa página sobre a Alexa e os dispositivos Echo, informa que, por padrão, os aparelhos com Alexa só enviam áudio para a nuvem depois da palavra de ativação ou do acionamento por um botão; recursos como o Modo Contínuo permitem pedidos sem repetir a palavra. Quando você fala com a assistente, a gravação vai para a nuvem da empresa para ser processada. Dá para revisar e excluir gravações e transcrições, escolher a exclusão automática após 3 ou 18 meses ou optar por não salvar gravações (nesse caso, as transcrições em texto ainda ficam 30 dias). A empresa também informa que pessoas revisam uma amostra muito pequena de pedidos para treinar o sistema, e que esse uso pode ser gerenciado nas configurações de privacidade.

04

Vale a pena para a sua casa?

Pense em quem usa a TV. O controle remoto por voz faz mais diferença para quem pesquisa muito, para quem tem dificuldade de enxergar letras pequenas na tela e para quem não gosta de digitar. Se a família costuma assistir sempre aos mesmos canais e aplicativos, o botão de microfone talvez fique esquecido.

Se decidir usar, reserve cinco minutos para a privacidade: revise o que fica salvo na conta, ative a exclusão automática se preferir e confira se os resultados personalizados estão ligados. No Chromecast e no Google TV Streamer, segundo o Google, ativar esses resultados exige o Voice Match e o PIN da Conta do Google. Depois, é aproveitar: pedir o próximo episódio de uma maratona de séries ou procurar aquelas novelas antigas sem soletrar nada. Se a sua TV não tem microfone no controle, o artigo TV box ou Fire Stick mostra como comparar aparelhos externos, inclusive pelo controle.

ANTES DO PRÓXIMO PLAY

Antes de falar com a TV

  • Confirmar se o controle tem microfone e botão de assistente.
  • Ver se o idioma português do Brasil está disponível no modelo.
  • Escolher quais aplicativos a busca por voz pode pesquisar.
  • Revisar o histórico de voz na conta e a exclusão automática.
  • Conferir se os resultados personalizados estão ligados.

Para consultar

Redação HELP TV PLAYER

Entretenimento e tecnologia para a sua tela. Curiosidade para descobrir histórias e clareza para aproveitar melhor.

Conheça o portal ↗

Algo neste conteúdo precisa de revisão?

Sugerir uma correção ↗